Alta do milho acende sinal no campo
O mercado também mantém atenção sobre a janela ideal de plantio
O mercado também mantém atenção sobre a janela ideal de plantio - Foto: Canva
O mercado de milho apresentou valorização nas negociações futuras, enquanto o cenário interno segue marcado por ritmo moderado de comercialização e acompanhamento das condições da safra em diferentes regiões produtoras. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos do cereal negociados na B3 encerraram a quarta-feira em alta, acompanhando o movimento observado em Chicago e a valorização do dólar, fatores que ampliam a competitividade do milho brasileiro.
O mercado também mantém atenção sobre a janela ideal de plantio da segunda safra, que já foi extrapolada em algumas regiões produtoras do país. Ao mesmo tempo, o aumento do custo do diesel em determinadas áreas gera preocupação entre produtores em um período de intensa atividade no campo, situação que pode levar parte deles a reduzir a área destinada ao cultivo.
Entre os principais vencimentos negociados na B3, o contrato de março de 2026 fechou a R$ 71,97 por saca, com alta de R$ 0,22 no dia e avanço de R$ 0,31 na semana. O vencimento de maio de 2026 encerrou cotado a R$ 75,82, com ganho diário de R$ 0,58 e valorização semanal de R$ 3,14. Já o contrato de julho de 2026 terminou o dia a R$ 71,69 por saca, com alta de R$ 0,47 no dia e de R$ 1,45 na semana.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue com liquidez limitada, com compradores priorizando estoques próprios e realizando aquisições pontuais. As referências variam entre R$ 54,00 e R$ 62,00 por saca, enquanto o preço médio estadual recuou para R$ 57,31. A colheita da primeira safra já alcança 79% da área e a projeção de produção da safra de verão 25/26 foi revisada de 5,7 milhões para 5,9 milhões de toneladas, com área estimada em 803 mil hectares.
Em Santa Catarina e no Paraná, o mercado também apresenta negociações restritas devido ao distanciamento entre preços pedidos e ofertas. No Paraná, a colheita da primeira safra atinge 69% da área, enquanto o plantio da safrinha já chega a 74%, com a maioria das lavouras em boas condições. Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 54,00 e R$ 56,50 por saca, com o setor de bioenergia ajudando a sustentar parte da demanda.